Ainda fico muito esquisito diante da morte! Por mais que tenhamos conceitos, impressões, sensações e crenças a morte ainda nos causa um certo desconforto, uma certa falta de chão, um não saber o que sentir. Fico me imaginando ali naquele lugar ... no lugar do morto! Fico imaginando que tudo o que fiz, senti, recolhi, presenciei, amei, odiei, ignorei, acumulei... tudo fica perdido ali naquele espaço de tempo em que ficarei dentro de uma caixa de madeira, imobilizado por quilos e quilos de terra! Não estou sendo cético, descrente, ateu... Acredito realmente em algo superior, na imortalidade da alma, na presença de seres espirituais, no além por assim dizer... mas sempre que vejo alguem morto me ponho em duvida... me questiono o quanto tudo isso parece nao ter sentido nenhum. O que sinto medo não é o morrer em si... da dor, do momento da parada respiratória, do corte do físico... sinto medo é da ausência... do mergulho em águas desconhecidas, do tudo se verter em nada mesmo que seja por alguns instantes! Acredito mais em que tudo continua principalmente por causa deste medo. Não quero e nem consigo acreditar num simples fim... que todo este complexo que formei durante toda a minha vida possa se reverter em apenas um pedaço inerte de algo sem sentido!
Após serem ditas, as palavras ficam livres ao vento! Se perdem simplesmente ou retornam na forma de brisa ou tempestade!
domingo, 28 de novembro de 2010
Morte
Ainda fico muito esquisito diante da morte! Por mais que tenhamos conceitos, impressões, sensações e crenças a morte ainda nos causa um certo desconforto, uma certa falta de chão, um não saber o que sentir. Fico me imaginando ali naquele lugar ... no lugar do morto! Fico imaginando que tudo o que fiz, senti, recolhi, presenciei, amei, odiei, ignorei, acumulei... tudo fica perdido ali naquele espaço de tempo em que ficarei dentro de uma caixa de madeira, imobilizado por quilos e quilos de terra! Não estou sendo cético, descrente, ateu... Acredito realmente em algo superior, na imortalidade da alma, na presença de seres espirituais, no além por assim dizer... mas sempre que vejo alguem morto me ponho em duvida... me questiono o quanto tudo isso parece nao ter sentido nenhum. O que sinto medo não é o morrer em si... da dor, do momento da parada respiratória, do corte do físico... sinto medo é da ausência... do mergulho em águas desconhecidas, do tudo se verter em nada mesmo que seja por alguns instantes! Acredito mais em que tudo continua principalmente por causa deste medo. Não quero e nem consigo acreditar num simples fim... que todo este complexo que formei durante toda a minha vida possa se reverter em apenas um pedaço inerte de algo sem sentido!
quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fui ver o filme do Chico! Isso mesmo.. digo apenas Chico por sentir que ele me soa como alguem que fez, que faz e que fará parte de minha família! É do tipo de pessoa, de ser iluminado atemporal que não se sabe como e nem quando passou a ser parte integrante do meu circulo de contatos! Não me considero espírita... não mais! Mas me considero Espiritualista, crente nos mistérios do espírito, da reencarnação e principalmente da caridade. Acredito que nunca houve e infelizmente talvez nem haja mais algum expoente maior de todos estes valores do que o nosso querido Chico!
Chorei muito assistindo o filme pela sensibilidade e pela simplicidade que nosso amigo deixou de presente pra nós em suas inúmeras mensagens. Não tive o prazer de vê-lo ou assisti-lo pessoalmente, mas sinto como se o tivesse feito, como se sempre o conhecesse! Quem sabe, um dia, poderei ter este privilégio? Poder Enxergar em seus olhos uma parte da luz de Deus... um brilho raro de um bruto diamante!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Recentemente terminei de ler o livro "A Cabana".
Não posso dizer que tenha sido um livro que mudou minha vida e nem alardear que tenha sido um livro revelador... Mas o conceito e a história me deram luz sobre muitas coisas que tenho pensado e refletido ultimamente. O conceito de um Deus tão humanamente próximo e participativo me indica de que talvez eu não estivesse tão errado nas minhas conclusões. Quando eu era criança e até mesmo adolescente, a única visão que me deram e que eu podia acreditar era a de um Deus Velho, punitivo e rancoroso. Nem mesmo as religiões puderam aliviar a carga que este deus me trazia e muito menos a culpa que eu sentia por não seguir os trilhos corretos da moral imposta por esta ou aquela crença! Persegui por anos alguma filosofia que me deixasse mais próximo daquele Deus que eu acreditava. Lutei contra conceitos firmados e impressos no fundo da minha alma por pais, avós, tios, padres e religiosos para que eu me sentisse mais a vontade em acreditar em algo mais acolhedor... que suportasse meus defeitos, minhas falhas, meu lado incorrigivelmente humano. E só pude encontrar isso dentro de mim.
E o livro fala sobre isso. Da presença dessa força que existe em tudo e em todos e da não necessidade de regras para se possa sentir e viver esse poder. Eu posso vivenciar Deus e tudo o que esse conceito me permite da maneira mais simples e direta possível. E isso me traz a tranqüilidade de viver em comunhão com o que realmente acredito e me aproxima de tudo e de todos que estejam nessa mesma sintonia.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Descobertas
Bem Vindo 2010 ! E que ele venha tão cheio de surpresas quanto no seu primeiro dia!
É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...
FERNANDO PESSOA
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