Recentemente terminei de ler o livro "A Cabana".
Não posso dizer que tenha sido um livro que mudou minha vida e nem alardear que tenha sido um livro revelador... Mas o conceito e a história me deram luz sobre muitas coisas que tenho pensado e refletido ultimamente. O conceito de um Deus tão humanamente próximo e participativo me indica de que talvez eu não estivesse tão errado nas minhas conclusões. Quando eu era criança e até mesmo adolescente, a única visão que me deram e que eu podia acreditar era a de um Deus Velho, punitivo e rancoroso. Nem mesmo as religiões puderam aliviar a carga que este deus me trazia e muito menos a culpa que eu sentia por não seguir os trilhos corretos da moral imposta por esta ou aquela crença! Persegui por anos alguma filosofia que me deixasse mais próximo daquele Deus que eu acreditava. Lutei contra conceitos firmados e impressos no fundo da minha alma por pais, avós, tios, padres e religiosos para que eu me sentisse mais a vontade em acreditar em algo mais acolhedor... que suportasse meus defeitos, minhas falhas, meu lado incorrigivelmente humano. E só pude encontrar isso dentro de mim.
E o livro fala sobre isso. Da presença dessa força que existe em tudo e em todos e da não necessidade de regras para se possa sentir e viver esse poder. Eu posso vivenciar Deus e tudo o que esse conceito me permite da maneira mais simples e direta possível. E isso me traz a tranqüilidade de viver em comunhão com o que realmente acredito e me aproxima de tudo e de todos que estejam nessa mesma sintonia.