terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Apenas Ser













Se ser o sol é ser sozinho
Sou a fumaça do caminho
Que estrelas percorrem pra brilhar.
Se ser a lua é ser amante
Sou a brisa que sopra nos instantes
Que os sonhos teimam em se mostrar!

Se ser o mar é ser imenso
Sou o delírio... o desejo intenso
Que chega nos olhos querendo chorar.
Se ser o espaço é ser infinito
Sou penetrante e doído como um grito
Que a garganta não solta... quando falta o ar!

Sou apenas o começo, a metade do início
As últimas pedras de um negro precipício
Onde o vento se curva pra descansar.
Sou o segredo pelos lábios revelado
Em momentos confusos... nos olhares apagados
Que a alma se apega pra se soltar!

Sou o presente, o passado e o futuro
Marcado em rabiscos sobre folhas espalhadas
Sou a memória, que não se apaga, nem se esquece
Ou apenas detalhes... de uma história inacabada!

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