terça-feira, 4 de março de 2014



DESPEDIDA NO PAPEL


A tristeza é inevitável! O vazio é uma certeza! A vida é como uma estrada que de repente finda... no nada!
E quanto mais pensamos calcular onde termina essa rota, mais distantes estamos dessa certeza.
A idéia de um não reencontro destrói a nossa alma! O vácuo que se forma entre a última palavra e o silêncio é como se fosse um último capítulo onde o final não foi escrito!
Temos medo do escuro, mas também temos medo desse excesso de luz, do branco que cega, da única certeza que nos acompanha desde o nascimento!
Queremos dizer tantas coisas, sentir tanto as mãos,os braços fechados no abraço... Queremos ouvir tantos sons, entender tantas palavras, mirar apenas nos olhos... e, simplesmente, a impossibilidade.

E como dizer adeus? Como deixar que apenas lembranças preencham esses espaços e se conformar com a falta de contato?
Como saber que por tras da colina, olhos azuis ainda brilhem? Cabelos de trigo ainda tragam sinais de sol?
Não temos respostas... talvez nunca tenhamos! Temos que viver com as incertezas, com o vazio da saudade, mas também com todos os momentos gravados em cada pedacinho de nós, em cada sonho compartilhado, cada riso sem censura, cada momento que congelamos na memória.
Que os ventos nos tragam notícias... 

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