quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Substitutos


No novo filme estrelado pelo ator Bruce Willis, a humanidade se utiliza de cópias perfeitas para viver suas próprias vidas. As unidades são manipuladas a distância pelo próprio ser humano que transmite suas ações e emoções. Fico pensando se este não é um futuro próximo demais pra ser mera ficção. Quanto de humanidade já transferimos para as máquinas. Quem já não vive a situação perfeita via web e se depara sonhando com personagens virtuais moldados num mero sonho de consumo? Nossos olhos por muitas vezes são webcans onde a obscura luz ambiente do oposto esconde defeitos e anormalidades que nada mais são do que fruto do real. Vivemos plugados! Antenados! Inspirados! Surfamos escondidos sobre teclados e mouses, inocentes peças manipuladas por mãos que constroem histórias ou mentiras sem o pudor que os olhos nos olhos possam impedir. Orkut, Facebook, Twitter, Msn, bate-papos...e por ai vai! E a cada dia um novo programa nos afasta mais e mais do contato humano, do calor que um aperto de mão ou um beijo no rosto pode proporcionar.
Talvez Aldos Huxley estivesse certo e tenhamos uma humanidade condicionada onde a emoção e o desejo sejam algo proibido e delegado para as máquinas e nossa maior emoção seja apenas a sensação do toque de nossos dedos num teclado frio de computador.

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