sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Van Gogh


Um dos meus pintores favoritos e cujas pinturas mexem muito comigo é Vincent Van Gogh. Sua loucura me causa profunda admiração e estranhamento. Ela parece estampada em cada traço de sua pintura, tingida nas suas cores vibrantes e tão solidas que parecem querer sair da tela. Tenho a impressão de que foi se diluindo aos poucos em cada quadro que Vincent pintava para que a posteridade pudesse compreendê-lo!
Van Gogh escrevia ao irmão Theo sobre seu medo de enlouquecer numa tentativa de que assim seus medos e fantasmas pudessem ser exorcizados até que numa briga com Paul Gauguin, surtou, e decepou parte de sua orelha. Fico imaginando que com isso ele quisesse, talvez, extirpar a parte de seu corpo responsável por seu tormento.
Como uma mente louca e perturbada pode ter criado traços tão fortes , tão sublimes e ao mesmo tempo tão harmoniosos?
O que seria então a loucura senão a manifestação de um lado lúcido e tão claro capaz de se manifestar de forma tão intensa que ninguém além de você mesmo possa compreeender?
Recentemente estive com amigos na Sala de Van Gogh no Musée d'Orsay em Paris e não me contive diante de seus quadros. Quase que pude tocar um pouco daquela loucura e por que não dizer da lucidez desse gênio incompreendido da humanidade!

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